O ex-prefeito de São Pedro dos Crentes, Lahesio Bonfim, anunciou a desistência de sua pré-candidatura ao governo do Maranhão para 2026. Em vídeo publicado nas redes sociais nesta quinta-feira (11), o político do partido Novo confirmou que seu objetivo agora é disputar uma vaga no Senado Federal. A decisão altera a configuração da disputa majoritária no estado, retirando um dos nomes da oposição da corrida pelo executivo.
Durante o pronunciamento, o pré-candidato justificou a mudança afirmando ter escutado as demandas da população. Para explicar a saída da corrida pelo Palácio dos Leões, ele declarou: “Eu vim do povo e entendi que nenhum projeto pessoal pode ser maior que a vontade de um povo”. Na mesma gravação, complementou dizendo que “esse sentimento pede que, nesse momento, eu não seja candidato ao governo do Estado do Maranhão”.
Por que Lahesio Bonfim desistiu do governo do Maranhão
A reconfiguração ocorre em um momento de aproximação com o prefeito de São Luís, Eduardo Braide, pré-candidato ao governo. Pesquisas recentes indicavam uma polarização entre Braide e Orleans Brandão, resultando na perda de espaço do partido Novo. Além disso, o gestor da capital começou a avançar sobre bases eleitorais no interior, incluindo Imperatriz, área de forte influência do ex-prefeito.
Ainda não houve anúncio oficial sobre quem receberá o apoio formal do grupo na disputa pelo executivo estadual, embora as conversas com Braide sejam públicas. A mudança também gera indefinições internas no partido Novo sobre o futuro de Roberto Rocha. Anteriormente, Rocha era o nome cotado pela legenda para disputar o Senado na mesma chapa, e sua situação no pleito permanece indefinida.
Impacto da candidatura de Lahesio Bonfim ao Senado Federal
A entrada na disputa pela Câmara Alta adiciona competitividade ao cenário eleitoral maranhense. O histórico nas urnas demonstra um capital político expressivo, já que em 2022 o político alcançou a segunda colocação na corrida para governador, somando quase 858 mil votos. A busca por uma cadeira no legislativo federal exigirá a articulação de novas alianças para unificar a oposição no estado.