
A Polícia Federal deflagrou, nesta terça-feira (24/2), a Operação Pedras Frias, com o objetivo de apurar a possível prática do crime de fraude em licitação para a contratação de empresa destinada ao fornecimento de material de expediente no município de Timbiras/MA, envolvendo recursos federais oriundos do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb), do Fundo Nacional de Saúde (FNS) e do Fundo Nacional de Assistência Social (FNAS).
A rotina de cuidados da enfermeira Sarah Julia Melo, de 29 anos, foi interrompida por um cenário de horror na última sexta-feira (20). Em um depoimento forte e emocionante, Sarah descreveu os momentos de desespero em que lutou contra o ex-companheiro, Romulo Sousa Coimbra, para não se tornar mais uma estatística de feminicídio no Maranhão.
"Eu lutei muito segurando a faca"
O ataque, que ocorreu no bairro Cidade Operária, foi marcado por uma crueldade específica: o agressor mirava o rosto e os olhos da vítima. Sarah relata que o objetivo de Romulo não era apenas ferir, mas marcar sua identidade permanentemente.
"Ele tentava a todo custo furar o meu rosto, os meus olhos. Em determinado momento, ele falou que não ia mais me matar, mas que ia me deixar deformada... que ia me deixar cega", desabafou a enfermeira em entrevista à TV Mirante.
Mesmo sob ataque, a vítima conseguiu reagir e gritar por socorro, chamando a atenção da vizinhança. Foi o barulho das pessoas do lado de fora que interrompeu a agressão e impediu uma tragédia ainda maior.
O Caminho da Justiça
Após o crime, Romulo Sousa Coimbra fugiu e passou o final de semana como foragido. No entanto, com a prisão preventiva já decretada por emboscada e tentativa de feminicídio, ele se entregou à Delegacia Especial da Mulher (DEM) nesta segunda-feira (23).
Cronologia do Caso e Proteção à Vítima
Desde o momento do ataque, uma rede de proteção foi acionada para garantir a segurança de Sarah:
Sexta-feira (20): Ocorrência registrada e exame de corpo de delito realizado.
Fim de semana: Atendimento especializado na Casa da Mulher Brasileira e concessão de medida protetiva.
Segunda-feira (23): Suspeito se apresenta e é encaminhado ao sistema prisional.
O que acontece agora?
O caso segue sob sigilo judicial para preservar a integridade de Sarah e garantir que o processo ocorra sem interferências. Com o suspeito sob custódia, a Polícia Civil finaliza o inquérito que deve levar o agressor ao banco dos réus.
A história de Sarah Julia não é apenas um relato de violência, mas um grito de alerta sobre a importância de denunciar e da rápida atuação dos órgãos de proteção à mulher.