

O Dia Mundial do Rádio, celebrado em 13 de fevereiro, foi criado pela Unesco em 2011 e comemorado pela primeira vez em 2012. A data homenageia a primeira transmissão da United Nations Radio (Rádio das Nações Unidas), realizada em 1946 para seis países simultaneamente, e propõe a valorização do rádio como meio de informação e integração. Em um cenário de transformação tecnológica, o veículo mantém presença consolidada na rotina dos brasileiros.
Há mais de 10 anos fiz história no rádio timonense, informando entretendo e levando a boa informação tçao esperada pelos ouvinte, infelizmente na nossa cidade poucos tem investido e apostado no modelo de radio transmissão fazendo assim com que os timonenses buscassem outras opções em Teresina, mas creio que em breve estaremos de volta.
Dados da 48ª edição do Data Stories – Inside Audio 2025, da Kantar IBOPE Media, publicados em agosto de 2025, mostram que 92% da população ouviu rádio, música, streaming ou podcasts nos últimos 30 dias. O AM/FM segue como a principal plataforma, utilizada por 70% dos brasileiros, enquanto o conteúdo das emissoras também se expande para o YouTube 33%, serviços de áudio sob demanda 16%, aplicativos próprios 13% e redes sociais 12%.
Entre os ouvintes, 60% associam o rádio à informação, 54% à emoção, 36% à diversão e 29% ao companheirismo. Para o presidente do Conselho Superior da Abert – Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão, Roberto Cervo Melão, o rádio permanece como referência de credibilidade e proximidade com o público. Ele afirmou que o meio informa, esclarece, aproxima e acompanha os ouvintes nos principais momentos da vida, sendo construído por profissionais que garantem a confiança da audiência. Segundo Melão, a credibilidade está ligada ao trabalho diário de locutores e jornalistas, responsáveis por levar conteúdo verificado à população.
Em 2026, a campanha da Unesco para o Dia Mundial do Rádio propõe a reflexão sobre o impacto da Inteligência Artificial no setor. Com o slogan “A IA é uma ferramenta, não uma voz”, a entidade incentiva debates sobre inovação, ética e responsabilidade, destacando que a tecnologia não substitui a confiança construída historicamente pelas emissoras.
O presidente da Agert – Associação Gaúcha de Emissoras de Rádio e Televisão, Alessandro Heck, Destacou a resiliência do rádio diante de desafios recentes, como as enchentes de 2024, quando as emissoras mantiveram o serviço de informação e utilidade pública mesmo com falhas de energia e internet. Ele ressaltou que o meio soube incorporar novas tecnologias, ampliando sua presença no ambiente digital e operando de forma integrada em diferentes plataformas. Heck também mencionou o avanço do chamado rádio híbrido, tecnologia que permite a continuidade da transmissão nos veículos ao alternar entre o sinal FM e a internet.