
O vereador de Timon, Luís Carlos da Silva Sá, conhecido como Kaká do Frigo Sá, tornou-se réu em um processo judicial acusado de ser o mandante de um homicídio que ocorreu em janeiro de 2023 no povoado São Severino, localizado na zona rural de Matões, Maranhão. A denúncia foi formalizada pelo Ministério Público do Maranhão e aceita pela juíza Cinthia de Sousa Facundo em 18 de setembro, ao considerar que havia evidências suficientes para o prosseguimento da ação.
Segundo os autos, Kaká do Frigo Sá, junto a Gilfran Sá da Silva, conhecido como “Caidão”, e Gildásio da Silva Sá, chamado de “Véio Zé de Sá”, teria encomendado o assassinato de Antônio de Pádua Cunha Santos, popularmente conhecido na região como “Antônio de Pádua”, oferecendo uma recompensa de R$ 100 mil pelos executores do crime.
O homicídio ocorreu na madrugada de 15 de janeiro de 2023, por volta das 3h, nas proximidades do Clube Pedro Mônica, em São Severino. De acordo com o Ministério Público, a vítima estava na companhia de amigos e da namorada quando foi atacada por um grupo armado que se aproximou em uma caminhonete branca. Durante a ação, os disparos foram realizados por Francisco Pereira da Silva, conhecido como “Francinaldo”, Agenor Vieira Gomes Filho, chamado de “Agenorzinho”, e Rogilson Barbosa Morais, além de um quarto indivíduo não identificado. A situação se complicou quando Antônio de Pádua reagiu e conseguiu ferir Rogilson, que acabou morrendo no local.
As investigações indicam que o crime teve motivações de vingança, uma vez que os mandantes acreditavam que Antônio de Pádua estava envolvido na morte de Antônio Carlos Gomes de Abreu, conhecido como “Carlinhos”, que era cunhado de um dos acusados.
Além disso, o Ministério Público também denunciou Carlos Roberto Pereira, apelidado de “Carlos Cigano”, por supostamente ter fornecido apoio logístico aos autores do crime em várias etapas da execução. A Justiça determinou que a autoridade policial reúna laudos e relatórios pendentes, além de continuar as investigações, incluindo um inquérito paralelo relacionado a um crime de furto.
Kaká do Frigo Sá e os outros acusados agora enfrentam o processo por homicídio qualificado, conforme previsto no artigo 121, §2º, incisos I e IV, do Código Penal, que aborda homicídios cometidos por motivos torpes e mediante recursos que dificultaram a defesa da vítima. O vereador, que foi afastado sem remuneração da Câmara Municipal de Timon, ainda não foi preso.