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Brasil

Em reunião com ministros, Lula cobra reação política contra crise de crédito e instabilidade financeira

Com a popularidade em jogo, Planalto busca blindagem contra crises no setor financeiro e tenta aliviar o bolso dos brasileiros antes do ciclo eleitoral.

Publicada em 24/03/26 às 18:26h - 135 visualizações

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Em reunião com ministros, Lula cobra reação política contra crise de crédito e instabilidade financeira
 (Foto: GAZETA DE TIMON)
O Palácio do Planalto acendeu o sinal de alerta. Em reuniões recentes com o núcleo econômico e político, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva demonstrou preocupação com dois fatores que podem corroer sua base de apoio: a repercussão do "caso Master" — envolvendo a saúde financeira e as movimentações de instituições bancárias — e o persistente endividamento das famílias brasileiras, que limita a percepção de melhora na economia.

O "Caso Master" e a Estabilidade do Sistema

O recente foco sobre o Banco Master colocou o governo em uma posição delicada. Embora o sistema financeiro brasileiro seja robusto, rumores ou instabilidades em instituições específicas geram ruído político que a oposição não hesita em utilizar.

  • A Reação: Lula tem cobrado de Fernando Haddad (Fazenda) e interlocutores do Banco Central uma vigilância rigorosa para evitar que problemas de liquidez ou gestão em bancos médios se tornem crises sistêmicas de confiança.

  • O Risco Político: O receio é que qualquer tremor no setor financeiro seja associado à gestão atual, espantando investimentos e afetando o valor do real.

O Fantasma do Endividamento

Apesar da queda do desemprego e do controle da inflação, o brasileiro comum ainda se sente "asfixiado". Segundo dados da CNC (Confederação Nacional do Comércio), o percentual de famílias endividadas no Brasil permanece em patamares historicamente altos, próximos de 78%.

Estratégias em Discussão:

  1. Revisão do Desenrola: O governo estuda ampliar ou criar novas fases para o programa de renegociação de dívidas, focando em públicos que ainda não foram atingidos.

  2. Juros do Rotativo: Há uma pressão direta sobre o setor bancário para a redução das taxas do cartão de crédito, o maior vilão do orçamento doméstico.

  3. Crédito Sustentável: A ideia é fomentar linhas de crédito que não se tornem "armadilhas" para o consumidor, vinculando o acesso ao crédito à educação financeira.

O Fator Urna: Por que agora?

O governo sabe que o desempenho econômico é o principal preditor de sucesso eleitoral. Com as eleições municipais no horizonte e o planejamento para 2026 já em curso, o Planalto quer evitar que o discurso da "carestia" e do "nome sujo" domine o debate público.

"Não adianta o PIB crescer se o cidadão não consegue limpar o nome para comprar uma geladeira nova", teria pontuado um dos assessores diretos da presidência durante as discussões.

A movimentação de Lula indica um governo que abandonou a passividade diante dos indicadores macroeconômicos e passou a focar na microeconomia — aquela que acontece dentro das casas. A reação política ao caso Master e ao endividamento é, acima de tudo, uma tentativa de retomar a narrativa de "protetor da classe média e dos mais pobres".




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